O post de hoje é um presente muito especial que o blog ganhou da Beatriz Rivadávia, uma de suas leitoras mais assíduas.

A foto é de 1912 e mostra a casa, na esquina da avenida Brigadeiro Luís Antônio com a rua Riachuelo, em que a mãe da Beatriz nasceria no ano seguinte. Hoje o terreno está ocupado pelo prédio anexo da Faculdade de Direito da USP, mas na época era ali que os avós de Beatriz moravam e mantinham sua “fabrica de chapeos para senhoras”.

O avô de Beatriz está em pé junto ao portão, posando com empregados e familiares. Na placa em cima dele, é possível ler: “Manuel Artacho, fabricante de chapeos de palha. Reformam-se quaesquer chapeos”. E com isto entendemos melhor de onde veio o talento comercial de um sobrinho de Manuel (e tio de Beatriz) que ficou famoso anos depois: João Artacho Jurado.

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Não sei quase nada sobre Klass Gustav Jansson (ou Claro Jansson, nome que adotou no Brasil). Mas pesquisando na internet, fiquei sabendo que ele nasceu em 1877 em Hedemora, na Suécia, e veio para o Brasil ainda jovem. Morreu em Curitiba, em 1954, deixando um importante acervo de fotos sobretudo da região Sul do país.

Entre a década de 1910 e o comecinho da de 20, ele parece ter estado algumas vezes em São Paulo. E a cidade que viu foi esta, agitada e cheia de gente na rua. Dos muitos detalhes, meus preferidos são as mudas de palmeira da praça Ramos e o calçamento sendo consertado no viaduto do Chá.

Quem descobriu as fotos foi o Paulo José da Costa, um livreiro de Curitiba que as publicou no seu blog. E eu gostei tanto delas que resolvi copiá-las aqui.

Em primeiríssima mão e torcendo para que a previsão se confirme, este blog divulga hoje uma auspiciosa notícia.

Ela saiu na revista “São Paulo Illustrado” em 10 de outubro de 1903, e talvez nos diga algo sobre nosso modelo de gestão de recursos hídricos. Boa sorte a todos e não percamos a esperança! :)

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(Obrigado a Maria Paula Cosme, que pesquisou a revista)

Em 1959, quando a foto foi tirada, a região do Ipiranga ainda era uma área fabril. Comprovamos isso à direita, onde dá pra ver a fumaça que alguma fábrica das redondezas soltava.

A fábrica deve ser hoje um galpão desocupado, dos muitos que existem por lá.

Ou quem sabe tenha virado um condomínio residencial, que também solta alguma fumaça por causa das churrasqueiras gourmet.

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A foto é um slide de 35mm, do mesmo turista que tirou a do post anterior.

Garimpando imagens para o blog, às vezes eu me surpreendo com as coisas que encontro. Esta foi uma das descobertas mais interessantes, e os fãs do João Artacho Jurado com certeza vão concordar comigo.

A foto é um slide de 35mm que estava misturado com dezenas de outros, de uma viagem que algum turista americano fez a São Paulo em fevereiro de 1959.

Reconhecer o local é fácil: é o saguão do edifício Bretagne, monumento da arquitetura kitsch paulistana que na época acabava de ser inaugurado.

Nem tão fácil assim é achar fotos em cores da sua decoração original, de refinado mau gosto, que há muitos anos deixou de existir. Eu, pelo menos, nunca tinha visto nenhuma.

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Em 1931, o Ipiranga parecia tão longe que estas turistas argentinas pensaram que estavam saindo da cidade. “Uma parada no caminho de São Paulo a Ipiranga”, elas escreveram no verso da foto, tirada quando foram até lá provavelmente para visitar o museu.

745Fiquei curioso por saber o local exato da foto, e não foi difícil descobrir. Bastou pesquisar onde ficavam os postos de “gazolina” da Atlantic. Eram onze endereços ao todo, mas supondo que elas tenham saído do centro, somente um ficava no caminho para o Ipiranga: na avenida do Estado, esquina com rua da Mooca.

Não sei se, hoje em dia, as quatro turistas teriam coragem de parar para uma foto ali.

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A foto estava à venda em Buenos Aires, e os endereços dos postos Atlantic saíram no Estadão de 10 de outubro de 1931.

E quem gostou deste post provavelmente gostará também deste outro.

Mariana Pabst Martins é uma leitora que acompanha o blog com carinho. E o carinho é tanto que ela resolveu compartilhar conosco três fotos de um álbum deixado por seu avô, Roberto Pabst (1887-1970), que estavam guardadas até hoje.

A primeira foi tirada em 1919 e mostra a casa em que a mãe de Mariana nasceria no ano seguinte. A casa ficava na esquina da alameda Santos com a rua Leôncio de Carvalho, no Paraíso, e a família está reunida na varanda. Dá pra ver que a família estava crescendo: a parte de cá da casa é claramente uma ampliação, bem mais nova que o restante…

Até recentemente, a Leôncio conservou casas como as que aparecem mais ao fundo, na parte esquerda da foto. As três últimas foram demolidas em 2012, e hoje no lugar delas está sendo construído um gigantesco edifício comercial.

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A segunda foto também é de 1919, e mostra uma paisagem irreconhecível do Paraíso. Hoje em dia é difícil acreditar, mas estamos a cerca de uma quadra da avenida Paulista.

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E a terceira foto é a que eu mais gosto. Segundo Mariana, ela é de 1921 e foi feita de outra casa da família, na rua Arujá 45, também no Paraíso. Eu acho que foi tirada em direção à Paulista, e o que sugere isso é o predinho mais alto que aparece à esquerda. Parece ser o Instituo Pasteur, que está até hoje na Paulista 393. Será que estou certo?

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