Em nome de Jesus

               

Algumas antigas salas de cinema de São Paulo passaram a funcionar como igreja evangélica. Outras não tiveram nem sequer essa sorte.

As fotos acima são do Cine Roxy, construído em 1939 e inaugurado em 1940 na avenida Celso Garcia 499, no Brás. Com capacidade para 2485 pessoas, era um dos maiores e mais populares cinemas da cidade, na época dos cinemas de bairro. E um dos mais bonitos, todo em estilo art-déco.

Assim como tantos outros, ele caiu nas mãos da Igreja Universal do Reino de Deus. Mas algum tempo depois, os dirigentes da igreja avaliaram que o histórico cinema art-déco não era bom o suficiente para louvar ao Senhor. O jeito foi derrubá-lo e construir este outro edifício, com arquitetura certamente mais apropriada.

(As fotos de época são originalmente de Leon Liberman para a revista Acrópole de janeiro/1940, e eu as reproduzi de salasdecinemaemsp2.blogspot.com. A foto recente é do site da Igreja Universal.)

3 comentários
  1. Tomomasa Takeda disse:

    Eh muito dificil de comentar por ponto de vista religiao. Como visitei mais de 40 apises, as vezes a religao tem boa influencia cultural e historico. Mas agora muitas sao meramente comercial arrecadador de dinheiro. Eu acho, minha opiniao, uma religaiao tem que trazer as felicidades onde vivemos, nao a vida do outro mundo. Antigas cinemas para inglejas ? tenho a duvida. Eu nao nega a importancia de religiao pra enfrentar as dificuldades da vida cotidiana psicologicamente e nao monetariamente ou sorte, etc.

  2. angelaleonh disse:

    muito interessante, e triste segundo eu, esse processo. Diz muito da cultura brasileira atual.
    Parabéns pelo blog!

  3. Emerson Mathias disse:

    Quando criança estive no Roxy, eram os anos 70 e naquele tempo ir ao cinema ainda era uma ocasião especial, já meio desgastado e despojado de sua glória inaugural o Roxy permanecia altivo e elegante. Vieram os anos 80 e já rapazinho vi este e tantos outros velhos cinemas onde estive fecharem ou transformarem-se em lojas, estacionamentos e antros de devassidão, que pena. Quando passaram a abrigar templos pensei otimista que ao menos se preservariam os edifícios e suas majestosas arquiteturas; mal sabia eu que na maioria dos casos seriam as igrejas, logo elas, os algozes que lhes dariam os derradeiros golpes de misericórdia. O dinheiro constrói e destrói as coisas mais belas. Pelo menos eu estive lá e vivi estas experiências. Parabéns pelo blog, felicidades.

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