Sobradinhos no Itaim

O anúncio é do tempo em que o Itaim Bibi era um bairro acessível, e em que o sobradinho geminado era uma opção de moradia para a classe média que não podia pagar muito.

Os seis sobrados na rua Tabapuã ofereciam “tôdas as facilidades que Você precisa. Ruas asfaltadas, próximos ao mercado Peg-Pag, cinemas, bom comércio e condução farta”.

E por dentro, vários itens de “confôrto”: armário embutido, cozinha espaçosa, área com tanque e o indefectível “W.C. para empregada”.

Das seis casinhas, cinco ainda estão em pé. Mas estão muito modificadas e ninguém mais mora lá. Nelas funcionam comércios para atender a população dos escritórios e apartamentos em volta: uma quitanda, um salão de cabeleireiro, um chaveiro, um depósito de materiais de construção e uma copiadora.

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No mapa, a rua Bibi é a atual Renato Paes de Barros, e a rua Tapera é a Bandeira Paulista. O anúncio saiu na Folha da Manhã de 21 de outubro de 1956.

5 comentários
  1. gerson aloi disse:

    se qusierem saber mais do itaim so me contatar meu avo foi um dos fundadores Sr.João batateiro, meu pai poderá dar muito mais explicações

  2. Martin,

    Entrei no google maps e dá para ver os sobrados que restaram, que são os 5 da direita, correspondentes aos números 391, 393, 399, 401 e 407 da Tabapuã. No lugar do primeiro há uma edificação de 3 pavimentos (Helena Cabeleireira), que parece um pouco mais larga e a numeração (383) não bate com a que seria esperada (385); não dá para saber o que aconteceu. O que mantém mais características originais é o 393, que tem a mesma janela com venezianas e guilhotina do 401, e que são janelas diferentes das do anúncio (talvez a obra entregue tenha sido diferente, ou os dois sobrados substituíram as janelas nos anos 60 pelo mesmo modelo).
    Nunca mais vou passar por ali e deixar de lembrar dos sobrados que um dia foram residência de algumas famílias…

  3. Christine disse:

    Nesse mesmo ano meus pais se casaram e foram morar na rua Joaquim Floriano, aonde nasci, mas era em um apartamento, cujo prédio de 3 andares, ainda existe, logo no início, à direita, na esquina de uma vila, logo após o Páo de Açucar (que foi um Sirva-se também, no início). Depois, moramos na Av. São Gabriel até meus 6 anos, quando nos mudamos para um dos primeiros edifícios da Rua Bela Cintra, nos anos 60, Jardim América. Da Joquim Floriano me lembro de quando tinha a fábrica – que era só fábrica, não tinha loja – da Kopenhagen e uma pastelaria que íamos com meu pai, mas da São Gabriel me lembro bem ficava muito no portão da casa, esperando a carrocinha que levava leite e pão…era muito bonita, não tinha nem o túnel de acesso à Santo Amaro. E a Bela Cintra, tinha até pequenas chácaras quando começaram os prédios…

  4. Curiosamente, eu estava pesquisando agora sobre a mudança do nome da Rua Bibi para Renato Paes de Barros, e descobri que a lei autorizando-a foi aprovada em janeiro daquele ano. Em outubro, esperar-se-ia que ao menos os mapas já dessem o novo nome, ainda que dando algum destaque ao antigo, pelo qual a via certamente era mais conhecida!

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