Memória concreta

De tão feio que era, ele harmonizava com a marginal e se integrava à paisagem com rara perfeição.

Estou falando daquele enorme esqueleto de concreto que existiu durante mais de 30 anos ao lado do parque Anhembi. Desde 2004 ele abriga um hotel, mas eu continuo enxergando o esqueleto quando passo por lá. É difícil apagar a referência.

Além de ser hoje (segundo dizem) o maior hotel do Brasil, ele deve ser um dos prédios de São Paulo que mais demoraram para ser construídos. Mas seu principal recorde é outro: trata-se do único esqueleto de concreto que está presente em álbuns de recordações familiares.

A foto da esquerda é das irmãs Carolina e Paula Ponte Ferrari. A da direita é do acervo familiar de Emil Lewinger. À Carolina e ao Emil, obrigado por terem permitido a publicação das fotos aqui no blog.

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1 comentário
  1. Rodrigo Cabredo disse:

    E me lembro de uma vez lá por 1984-85 que aproveitaram a estrutura e fizeram um imenso outdoor. No próprio outdoor havia uma mensagem que seria a maior mensagem publicitária do mundo. Todo mundo que passava pela marginal Tietê ficava boquiaberto!

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