A união não faz a força

Hoje em dia, a praça da Sé e a praça Clóvis Bevilacqua formam uma coisa só.  Mas antes da construção da estação Sé do metrô, elas eram separadas. Entre as duas havia um bloco de prédios, que aparece nestas duas fotos.

Na foto de cima dá pra ver como elas eram quando tinham vida independente, e fica claro como a unificação as descaracterizou e lhes tirou identidade.

Na foto de baixo dá pra ver um pouco melhor os prédios entre elas, que foram derrubados (sem necessidade, segundo dizem) para a construção do metrô.  O mais alto é o Mendes Caldeira, e atrás dele está o Santa Helena.

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A primeira foto não sei de quem é.  A segunda tem um carimbo no verso, que diz “please credit Pan American Airways Public Reations”.

8 comentários
  1. Nelson disse:

    Muito interessante essa foto! No Edifício Santa Helena existia um cinema com o mesmo nome que nas tardes exibia filmes dos três patetas. Eu era levado pela minha mãe nesses ônibus Twin Coach da CMTC (linha Estações). Os outros ônibus ao fundo são CAIO “Bossa Nova”.

  2. A primeira foto deve ter sido tirada pelo Clark Kent, quando visitou a cidade nessa época. Ele trouxe sua máquina fotográfica e lascou a foto lá do céu. Ele voa, v. sabe

  3. Daniel disse:

    olá,

    saberia citar quem “dizem” que não houve necessidade de se implodir o mendes caldeira e o santa helena? será que existem estudos da época mostrando argumentos para tal? gostaria de ler algo em maior detalhe…

    obrigado!

    daniel ávila

  4. Daniel disse:

    (e, pelo ângulo, a primeira foto parece ter sido tirada do terraço do edifício altino arantes.)

  5. Oi Daniel,
    Já vi essa afirmação em diversos lugares (por exemplo no site da Associação Preserva SP), mas não saberia te dizer exatamente quem é que “dizem”…
    De qualquer forma, acho que é um consenso geral que o Santa Helena tinha um valor arquitetonico e histórico inestimável, e nesse sentido o projeto da estação jamais poderia ter sido usado para justificar a “necessidade” de demoli-lo. Se para fazer a estação daquele jeito era necessário demolir, então que o projeto da estação fosse modificado. Foi o que ocorreu com o Caetano de Campos, cuja demolição também era “necessária” nos anos 70 para construir a estação República. Depois de muita briga, o projeto foi alterado e a estação está aí até hoje, sem demolir o prédio.

  6. fabiola URibe disse:

    Gosto que você pode olhar para uma foto, uma história. E em tanto nao conheco o lugar, imagino que tinha um grande qualidade urbana …. agora, tento ver-lhas juntas, eu não consigo imaginar a escala eo caráter desse lugar. Fabiola

  7. Edson Mendes disse:

    O Mendes Caldeira foi o primeiro edifício de São Paulo a ser demolido pelo processo de implosão, muito noticiada na época.

  8. Daniel Ávila disse:

    Semana passada, num evento no Metrô (onde trabalho), sobre licenciamentos ambientais etc., comentou-se que o Metrô sempre trouxe “inovação” (a implosão) para SP, e deu-se como exemplo a demolição do Mendes Caldeira. Paradoxalmente, no mesmo evento, em outra palestra, comentou-se como foi importante — e técnica e financeiramente viável — a manutenção do Caetano de Campos, significando também uma inovação (no processo construtivo)… vai entender

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