Feridas abertas

A foto, tirada do alto do edifício Itália, mostra a cidade com três grandes feridas, no finalzinho dos anos 60: o alargamento da Consolação, a construção da praça Roosevelt e as obras do minhocão. Pouco tempo depois as feridas fecharam, virando feias cicatrizes.

Bem no centro da foto, vemos uma mancha verde. É a região do Parque Augusta, que atualmente corre o risco de tornar-se a ferida da vez.

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(A foto é de um cartão postal)

2 comentários
  1. A metáfora da ferida e da cicatriz caem bem. O que percebo em São Paulo é que, de forma sistemática, a administração pública não se preocupa em recuperar o entorno das grandes obras viárias. Na rua da Consolação vemos até hoje imóveis que foram cortados ao meio há décadas e ficaram daquele jeito. A mesma coisa ocorre na confluência da Rebouças com a Paulista, no prolongamento da Faria Lima (tanto na Vila Olímpia, quanto em Pinheiros), na Roberto Marinho. É o total descaso com o urbanismo.

  2. Pedro Wolthers disse:

    A gasolina era barata.

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