Mobilidade urbana

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O lugar mudou bastante, mas é um ponto emblemático da cidade e por isso continua fácil de reconhecer. Estamos na avenida Tiradentes, e o prédio que aparece cortado, à esquerda, é a Pinacoteca do Estado.

A foto, cujo autor desconheço, é de 1967. Nessa época a área já não primava pela beleza, mas os trilhos de bonde, os paralelepípedos e os trólebus da CMTC conseguiam deixá-la um pouco mais simpática.

Com o tempo essas coisas foram saindo da paisagem, sacrificadas em nome da mobilidade urbana. Trilhos, paralelepípedos e trólebus, afinal, atrapalham o trânsito de carros!

Em matéria de mobilidade urbana, aliás, pelo menos uma das intervenções no local foi um tremendo sucesso. Moveu-se o monumento a Ramos de Azevedo, essa gigantesca estrutura de granito e bronze que ficava no meio da avenida, até a Cidade Universitária, onde se encontra hoje. Haja mobilidade!

6 comentários
  1. LUIZ A A GONCALVES disse:

    Não sei se é pela qualidade do kodachrome, mas as ruas pareciam bem mais limpas…

  2. jbmsf@terra.com.br disse:

    Bom dia, uma pergunta!

    O que foi feito com aquela homenagem ao Airton Sena (escultura do automóvel), que estava na boca do túnel na 23 de maio? Tive a impressão que removeram ela de la? Você saberia?

  3. Foi removido pela gestão Doria para uma praça ali perto. Outro exemplo paulistano de mobilidade urbana! 😀

  4. Pedro Wolthers disse:

    Praça Airton Senna

  5. mcalliari disse:

    Sensacional registro, Martin!

  6. Ricardo B. Dias disse:

    Bela imagem. Nota-se outro “desaparecido” não tão ilustre assim: o muro de tijolos do Jardim da Luz, de que se vê uma parte no ângulo formado pela esquina da praça da Luz com a avenida Tiradentes. Nos dois anos posteriores esse trecho passou por modificações sensíveis, uma delas bem lembrada, a desmontagem do monumento. Outra mudança no trânsito foi a reconstrução da ligação entre o final da rua Florêncio de Abreu e o início da avenida Tiradentes, uma das últimas obras públicas inauguradas pelo Brigadeiro Faria Lima no começo de 1969 (é o viaduto engenheiro Romero Zander). Não se sabe por quê, havia sido desmontada uma das passagens sobre a ferrovia, com o que os trólebus das linhas de Santana (Mandaqui e Santa Teresinha) e Tucuruvi, que vinham do largo São Bento e desciam a rua Florêncio de Abreu, eram obrigados a virar à esquerda ao chegar à avenida Senador Queiroz, para entrar na avenida Prestes Maia e seguir em direção à zona norte. Como se vê, a região sempre foi confusa.

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