Mobilidade urbana

1019

O lugar mudou bastante, mas é um ponto emblemático da cidade e por isso continua fácil de reconhecer. Estamos na avenida Tiradentes, e o prédio que aparece cortado, à esquerda, é a Pinacoteca do Estado.

A foto, cujo autor desconheço, é de 1967. Nessa época a área já não primava pela beleza, mas os trilhos de bonde, os paralelepípedos e os trólebus da CMTC conseguiam deixá-la um pouco mais simpática.

Com o tempo essas coisas foram saindo da paisagem, sacrificadas em nome da mobilidade urbana. Trilhos, paralelepípedos e trólebus, afinal, atrapalham o trânsito de carros!

Em matéria de mobilidade urbana, aliás, pelo menos uma das intervenções no local foi um tremendo sucesso. Moveu-se o monumento a Ramos de Azevedo, essa gigantesca estrutura de granito e bronze que ficava no meio da avenida, até a Cidade Universitária, onde se encontra hoje. Haja mobilidade!

9 comentários
  1. LUIZ A A GONCALVES disse:

    Não sei se é pela qualidade do kodachrome, mas as ruas pareciam bem mais limpas…

  2. jbmsf@terra.com.br disse:

    Bom dia, uma pergunta!

    O que foi feito com aquela homenagem ao Airton Sena (escultura do automóvel), que estava na boca do túnel na 23 de maio? Tive a impressão que removeram ela de la? Você saberia?

  3. Foi removido pela gestão Doria para uma praça ali perto. Outro exemplo paulistano de mobilidade urbana! 😀

  4. Pedro Wolthers disse:

    Praça Airton Senna

  5. mcalliari disse:

    Sensacional registro, Martin!

  6. Ricardo B. Dias disse:

    Bela imagem. Nota-se outro “desaparecido” não tão ilustre assim: o muro de tijolos do Jardim da Luz, de que se vê uma parte no ângulo formado pela esquina da praça da Luz com a avenida Tiradentes. Nos dois anos posteriores esse trecho passou por modificações sensíveis, uma delas bem lembrada, a desmontagem do monumento. Outra mudança no trânsito foi a reconstrução da ligação entre o final da rua Florêncio de Abreu e o início da avenida Tiradentes, uma das últimas obras públicas inauguradas pelo Brigadeiro Faria Lima no começo de 1969 (é o viaduto engenheiro Romero Zander). Não se sabe por quê, havia sido desmontada uma das passagens sobre a ferrovia, com o que os trólebus das linhas de Santana (Mandaqui e Santa Teresinha) e Tucuruvi, que vinham do largo São Bento e desciam a rua Florêncio de Abreu, eram obrigados a virar à esquerda ao chegar à avenida Senador Queiroz, para entrar na avenida Prestes Maia e seguir em direção à zona norte. Como se vê, a região sempre foi confusa.

  7. Luiz Alberto Pandini disse:

    Bom dia. Totalmente off-topic, mas necessário. Fechou ontem o restaurante Zeffiro, na rua Bela Cintra, que funcionava em um casarão de 1913. O site do restaurante, com boas fotos do lugar, ainda está no ar: http://www.zeffiro.com.br/o_zeffiro.asp. Vale resgatar antes que destruam. Abraço!

  8. Eugenio Vicari disse:

    Boa tarde! Entro no site atraído pela foto da fábrica da Brahma no Paraíso (o paciente na minha frente, nascido em 50 trabalhava lá e eu duvido da existência do prédio). Ele não só me convence e, ao ver essa foto, dispara: “Trólebus do Tucuruvi, peguei muiiiito…”

  9. PAUL WILLIAM DIXON disse:

    Pena que os bandidos do PSDB acabaram com a maioria das linhas de ônibus, inclusive quase todos os tróleibus. A linha Santa Teresinha e 107P Mandaqui em particular fazem muita falta. Hoje o Jardim Paulistano está sem ônibus!
    Isso sem falar do crime que foi acabar com os trens de passageiros de longo percurso.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: