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antes e depois

Quando a estação da Luz foi destruída por um incêndio pela primeira vez, em 1946, o governo federal demorou 5 anos para reconstruí-la.

E como se vê nas fotos, ao final dos trabalhos a estação acabou ficando até maior do que era antes. Na imagem de cima, anterior ao incêndio, a ela tem dois andares. Na de baixo, depois da reconstrução, há um terceiro andar que não existia antes. Eu prefiro a primeira versão, mas a segunda também ficou muito bonita.

Esta versão nova, com três andares, foi destruída ontem. Agora vamos ver quanto o governo estadual vai demorar para reconstruir a estação de novo, e como vai ficar desta vez. Será uma medida de quanto regredimos.

As fotos são de cartões postais pesquisados pelo Luís Eduardo Salvucci Rodrigues.

E quem gostou deste post provavelmente também gostará deste outro, publicado um ano e meio atrás.

 

Hoje em dia é até difícil imaginar a avenida Bernardino de Campos, no Paraíso, sem suas frondosas tipuanas separando as duas pistas. Quem passa por ali tem a impressão de que a avenida já veio de fábrica com as árvores, de tão incorporadas que elas estão ao local.

Esta foto mostra que nem sempre foi assim: aqui elas aparecem recém-plantadas, no final dos anos 40. O interessante é que, apesar de sua aparência frágil, as árvores são uma das poucas coisas da foto que sobreviveram até hoje.

Outros que ainda resistem são a Panificadora Viana (embora muito modificada) e o prédio mais alto, à esquerda. Graças a eles, é possível reconhecer o local: estamos na esquina da rua Afonso de Freitas.

A foto é do acervo pessoal de um leitor, o Emilio Lucchi, que a enviou para o blog. Obrigado, Emilio!

Atualização em 31 de dezembro: Outro leitor, o Alexandre A. Reis, passou por lá estes dias e fotografou o local. O ângulo é praticamente o mesmo, embora na foto original o fotógrafo estivesse um pouco mais recuado em relação à esquina com a Afonso de Freitas. Obrigado pela contribuição, Alexandre!

Em 1970, as vitrines de vidro liso Vidrobrás transformavam os indiferentes em compradores.

Mas também refletiam a arquitetura do entorno, e se não fosse esse detalhe eu não teria reconhecido o lugar.

Estamos na praça da República, esquina com rua do Arouche. A vitrine continua lá, mas a região mudou um pouco. Para ver o local hoje, é só clicar aqui: https://goo.gl/maps/4m0U3.

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O anúncio saiu na revista Veja em 24 de junho de 1970.

Outro dia caiu nas minhas mãos a publicidade de um prédio de apartamentos que está sendo lançado no centro da cidade. O anúncio simula um convite pessoal, assinado pelo diretor da incorporadora Settin, e o texto sugere que se trata de um um evento refinado e grandioso:

“O momento é chegado, e com grande prazer convido você para a avant-première de lançamento do menor apartamento do Brasil”.

A combinação de “grande prazer” e “menor apartamento” é muito sugestiva. Fica claro que a incorporadora resolveu aplicar ao marketing aquela velha e conhecida regra segundo a qual o que importa não é o tamanho do dispositivo, mas sim o prazer que ele proporciona.

Parece fazer sentido: se é verdade para tanta coisa, por que não funcionaria também para apartamentos? A sacada é brilhante!

As duas fotos devem ter sido tiradas pela mesma pessoa, certamente impressionada com a transformação da paisagem. Foram colocadas em um mesmo álbum, com as datas anotadas a lápis: novembro de 1941 e outubro de 1947. Em menos de seis anos, a vista mudou completamente!

Olhando só para a primeira foto, eu teria dificuldade para reconhecer o lugar. Mas a segunda não deixa margem a dúvidas: é a avenida Ipiranga cruzando com a São João. A janela do fotógrafo, seja ele quem for, ficava na Ipiranga com a 24 de Maio.

694O texto que acompanha a foto em preto e branco informa que ela é de 1953. Mas nem precisava: basta ver o estado pouco adiantado das obras do edifício Conde de Prates, ao lado do Viaduto do Chá, para imaginar que ela seja dessa época mesmo. O prédio ficaria pronto em 1955.

Mas o detalhe que mais me chamou a atenção não foi esse. Foi ver o edifício Matarazzo, atual sede da prefeitura, sem o seu famoso jardim na cobertura.

E eu que achava que o prédio já tinha nascido com aquele jardim.

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A foto de 1953 é da United Press. A foto atual é reproduzida da internet.

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