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As duas fotos, de um tempo em que São Paulo tinha mais espaço para o futebol, são do Emilio Lucchi, um leitor que sempre colabora com o blog e a quem agradeço a gentileza. Olhando hoje para elas, não é muito fácil reconhecer o local desta partida.

Mas também não é impossível. Uma pista importante são as casas no fundo. Elas existem até hoje, e estão relativamente íntegras.

Eu sei onde é, mas não vou dizer por enquanto. Quero ver se alguém acerta…

Para facilitar, eu fiz uma junção das duas fotos em que dá pra ter uma visão mais abrangente. Clicando na imagem, dá pra vê-la ampliada.

Alguém arrisca um palpite?

 


Atualização em 19 de maio
:  Várias pessoas se manifestaram, tanto aqui como na página do Facebook, mas infelizmente ninguém acertou. Quem chegou mais perto foram o Alexandre Giesbrecht e a Rochelle Costi, que apostaram na 23 de Maio. Eles acertaram a avenida, mas erraram a altura.

Eu também não teria sido capaz acertar. Só sei qual é o local porque o Emilio Lucchi mandou a informação para o blog junto com a foto!

Quem quiser ver como está o local hoje, é só clicar: https://goo.gl/maps/zfmyd9W2poS2. As casinhas continuam todas lá, na rua Estela com a Coronel Oscar Porto, no Paraíso. Algumas delas foram bastante modificadas, mas o conjunto ainda é reconhecível.

A chaminé atrás delas, evidentemente, já não está lá: há muito tempo não existem mais fábricas na região. Mas a maior mudança mesmo ocorreu na frente, onde a avenida 23 de Maio passou por cima do campo de futebol.

A foto, segundo o Emilio, é provavelmente de 1952. Buscando na internet, eu encotrei um interessante depoimento de alguém que conheceu o local ainda com esse aspecto: http://goo.gl/SENGMS.

Mais uma vez agradeço ao Emilio, e também a todos os que mandaram seus palpites!

Em 1950, assim como agora, São Paulo teve jogos da copa.

Mas ao contrário do que aconteceu desta vez, o estádio tinha ficado pronto com 10 anos de antecedência…

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A cartela, distribuída pelo Hotel Líder, está à venda em Montevidéu. Algum uruguaio orgulhoso a preencheu com os nomes das seleções ganhadoras.

(E o uruguaio errou, já que o terceiro lugar foi da Suécia e não da Espanha. Deve ter sido a emoção…) 🙂

Desde que foi inaugurado em 1940, o estádio do Pacaembu já passou por muitas reformas. Esta foto, do final dos anos 50, parece ser de uma delas.

Mas a reforma mais predatória aconteceu em 1970, na administração Paulo Maluf, quando o estádio sofreu uma grande perda. A concha acústica que aparece na foto foi amputada e no lugar dela se construiu o tobogã, que é uma espécie de minhocão do futebol.

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(Imagem reproduzida de um slide de 35 mm)

Em 1925, quando foram feitas estas fotos, a Cia. City estava loteando o elegante bairro do Pacaembu mas não sabia muito bem o que fazer com uma grande área problemática que ficava bem no meio.

Resultante da canalização do córrego Pacaembu, o local era um fundo de vale com barrancos dos dois lados, formando uma espécie de buraco onde ninguém ia querer construir casas de luxo.

A topografia lembrava um estádio, com os barrancos servindo de arquibancada, então a saída encontrada foi fazer um estádio mesmo. O terreno foi doado à prefeitura e o estádio municipal ficou pronto em 1940.

As fotos estavam perdidas em um sebo, e eu não consegui sair de lá sem levá-las.

Estas fotos têm duas coisas que eu achei curiosas.

A primeira é que estavam à venda em um sebo em Blaine, uma cidadezinha de 4 mil habitantes no estado americano de Washington, bem na fronteira com o Canadá. Nem imagino como (ou quando) elas foram parar lá. Agora estão comigo.

A segunda é esta versão do estádio do Pacaembu, diferente da que foi construída. A maquete é parecida com o estádio que conhecemos, mas não prevê o pavilhão de tênis, nem a arquibancada em frente a ele, nem a portaria da rua Capivari…

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413Cinquenta e poucos anos atrás, o calendário esportivo de São Paulo contava com um importante evento automobilístico: a Mil Milhas Mirim.

Apesar do nome, a prova não tinha exatamente mil milhas.  A largada era na Rebouças com a alameda Franca e, depois de um duro percurso retilíneo e em descida, a linha de chegada era na praça Portugal, onde a Rebouças cruza a avenida Brasil.

As fotos são da primeira edição da corrida, em 1958 (em 1960 ela aconteceria de novo).

Na primeira foto, vemos os automobilistas passando pelo cruzamento da Ipiranga com a São João, no trajeto até o local da prova. Nota-se que eles estão sendo rebocados: precisam poupar suas energias para a difícil competição que têm pela frente.

A segunda foto mostra as máquinas alinhadas para largar, e a terceira e última permite ver a emoção do público, no meio da corrida.

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(As duas primeiras fotos são do blog do Flávio Gomes. A terceira é do arquivo da Folha.)