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Na São Paulo atual, basta chover um pouquinho que os semáforos param de funcionar. Eles só voltam dali a um, às vezes até dois dias. A prefeitura aproveita esse tempo para culpar a gestão passada, ou as empresas contratadas para a manutenção, ou a tecnologia empregada no sistema, que é defasada.

Já na época desta foto, não sei se o problema era tão grave. Mas pelo menos a tecnologia ninguém podia culpar. Por mais antiga que fosse, vê-se na foto que ela era confiável, robusta e capaz de resistir às maiores tempestades.

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Fico devendo o crédito da foto, que chegou até mim sem qualquer informação sobre autor, data ou local. A data parece ser final dos anos 40 ou início dos 50, e o local eu agradeço se alguém me ajudar a reconhecer.

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As duas fotos, de um tempo em que São Paulo tinha mais espaço para o futebol, são do Emilio Lucchi, um leitor que sempre colabora com o blog e a quem agradeço a gentileza. Olhando hoje para elas, não é muito fácil reconhecer o local desta partida.

Mas também não é impossível. Uma pista importante são as casas no fundo. Elas existem até hoje, e estão relativamente íntegras.

Eu sei onde é, mas não vou dizer por enquanto. Quero ver se alguém acerta…

Para facilitar, eu fiz uma junção das duas fotos em que dá pra ter uma visão mais abrangente. Clicando na imagem, dá pra vê-la ampliada.

Alguém arrisca um palpite?

 


Atualização em 19 de maio
:  Várias pessoas se manifestaram, tanto aqui como na página do Facebook, mas infelizmente ninguém acertou. Quem chegou mais perto foram o Alexandre Giesbrecht e a Rochelle Costi, que apostaram na 23 de Maio. Eles acertaram a avenida, mas erraram a altura.

Eu também não teria sido capaz acertar. Só sei qual é o local porque o Emilio Lucchi mandou a informação para o blog junto com a foto!

Quem quiser ver como está o local hoje, é só clicar: https://goo.gl/maps/zfmyd9W2poS2. As casinhas continuam todas lá, na rua Estela com a Coronel Oscar Porto, no Paraíso. Algumas delas foram bastante modificadas, mas o conjunto ainda é reconhecível.

A chaminé atrás delas, evidentemente, já não está lá: há muito tempo não existem mais fábricas na região. Mas a maior mudança mesmo ocorreu na frente, onde a avenida 23 de Maio passou por cima do campo de futebol.

A foto, segundo o Emilio, é provavelmente de 1952. Buscando na internet, eu encotrei um interessante depoimento de alguém que conheceu o local ainda com esse aspecto: http://goo.gl/SENGMS.

Mais uma vez agradeço ao Emilio, e também a todos os que mandaram seus palpites!

Fotos antigas da cidade costumam ser em preto e branco, e as poucas coloridas que aparecem costumam ser da região central, que era muito mais fotografada. Por isso minha alegria ao encontrar estas duas, tiradas em 1951 bem longe do centro, lá para os lados de Santo Amaro e Interlagos.

Eu só soube que elas são de São Paulo por causa dos letreiros dos ônibus. O de cima é da linha 114 (Cidade Ademar), e o de baixo é o 123 (Interlagos).

Difícil mesmo é saber onde, exatamente, cada uma das fotos foi tirada. Para isso eu fui atrás do itinerário das duas linhas, que encontrei na Folha da Manhã de 1º de janeiro de 1952:

Linha 114 – Cidade Ademar: Ponto de partida na praça N. S. Aparecida (Moema), seguindo pelo rua Iraé, avenida Indianópolis, avenida Washington Luís, rua das Flechas e avenida Cupecê, com ponto final na praça Pedro Matias de Oliveira (Cidade Ademar). Volta pelo mesmo itinerário. 

Linha 123 – Interlagos: Ponto de partida na praça N. S. Aparecida (Moema), seguindo pela rua Iraé, avenida Indianópolis, avenida Washington Luís, rua Cristóvão Colombo, auto-estrada Interlagos, rua Icahema, com ponto final na praça Presidente Dutra (Cidade Dutra). Volta pelo mesmo itinerário, servindo-se no mínimo em 8 (oito) viagens diárias à praia.

Mesmo assim me é difícil descobrir os locais exatos. Meu palpite é que a foto de cima é na Washingon Luís, e a de baixo é na autoestrada (hoje avenida) Interlagos. Mas certeza, certeza mesmo, não tenho. Deixo a confirmação pra vocês.

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(Fotos de autor desconhecido, reproduzidas de slides de 35 mm da época)

Se o local do post anterior é muito difícil de reconhecer, este aqui é muito fácil.

Nem vou dizer onde é, pois quem conhece o centro vai saber na hora. O cruzamento é muito famoso e os prédios ainda existem.

A imagem é reproduzida de um slide de 35mm. Não sei quem é o autor, mas é uma das fotos mais bonitas que eu já vi desse lugar.

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Em 1950 a cidade já flertava perigosamente com os automóveis, mas seus postos de gasolina ainda eram simpáticos.

Os três slides de 35 mm, meio desbotados mas bastante nítidos, têm anotações na moldura indicando o bairro em que foram tirados. De cima para baixo, as fotos são da Consolação, Vila Mariana e Mooca.

Não deve ser muito difícil identificar os locais exatos. Eu quebrei a cabeça e não consegui, mas talvez vocês consigam. Algum palpite?

Não sei quem é o autor das fotos, mas com certeza é o mesmo desta outra, que publiquei no início do ano.

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Em 1931, o Ipiranga parecia tão longe que estas turistas argentinas pensaram que estavam saindo da cidade. “Uma parada no caminho de São Paulo a Ipiranga”, elas escreveram no verso da foto, tirada quando foram até lá provavelmente para visitar o museu.

745Fiquei curioso por saber o local exato da foto, e não foi difícil descobrir. Bastou pesquisar onde ficavam os postos de “gazolina” da Atlantic. Eram onze endereços ao todo, mas supondo que elas tenham saído do centro, somente um ficava no caminho para o Ipiranga: na avenida do Estado, esquina com rua da Mooca.

Não sei se, hoje em dia, as quatro turistas teriam coragem de parar para uma foto ali.

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A foto estava à venda em Buenos Aires, e os endereços dos postos Atlantic saíram no Estadão de 10 de outubro de 1931.

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