1906 de perto

A foto de Guilherme Gaensly, mostrando a rua (hoje avenida) São João, é bastante comum e fácil de achar na internet.

O que não é fácil é encontrá-la com este tamanho: quase três mil pixels de largura por dois mil de altura.

Clicando na imagem, ela cresce bastante e mostra a São Paulo de 1906 bem de perto: o rosto do pequeno jornaleiro, os letreiros dos bondes “Bom Retiro” e “Paraizo”, a placa anunciando um tal dentista Salério, os cartazes colados nas paredes com a programação do Polytheama…

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A foto foi tirada na São João na altura do Anhangabaú, olhando para a atual praça Antonio Prado.

8 comentários
  1. Nelson disse:

    Tomar um “Chops” ou uma “bibida” no Boa Media devia ser bom! Rsrs

  2. Eduardo Pavan disse:

    Maravilhosa foto, vou tentar tirar uma outra o mais proximo possivel do local

  3. Paulo disse:

    O que me chamou a atenção foram as várias crianças que aparecem, umas trabalhando, uma “segurando” o poste. Cento e poucos anos mudaram algumas coisas mas não tudo.

  4. Laércio Apparecido Curvelo disse:

    Há 107 anos já havia cães abandonados pelas ruas; Notem à esquerda do pequeno jornaleiro.
    Martin, obrigado por nos proporcionar tantas recordações, elas valem ouro para todos.

  5. clarice delma salério covas peres disse:

    Foi com muita alegria e emoção que recebi esta imagem enviada por uma grande amiga. Sou bisneta do DENTISTA SALÉRIO. Tenho uma nota referente a ele, publicada em um livro de SÃO PAULO antiga.
    O dentista Giuseppe Salério era natural de Veneza, baixinho, com as pernas curtas e muito arcadas que pareciam um parêntesis. Quem o conheceu, diz que seu grande nariz estava emoldurado entre cabelos negros e enormes bigodes. Tinha um gabinete instalado na Ladeira do Açu (atual avenida São João) e as dentaduras expostas nas vitrinas (algumas até com funcionamento automático) arreganhavam os dentes, quase que ameaçadoramente, para os transeuntes. Mas Giuseppe Salério era também escritor; mais do que isso: comediógrafo. Alguns jornalistas italianos foram alimentando as veleidades do homem, até que ele escreveu ¨L ammalato per forza¨(talvez uma réplica ao Ïmaginário¨) comédia que foi levada por um grupo de amadores no Teatro Polytheama.O espetaculo transformou-se logo (com o concurso daqueles tais jornalistas) numa verdadeira tourada, o que não evitou o clássico banquete final(pago pelo homenageado), conforme estava no ¨programa¨dos idealizadores.
    Obrigada por essa foto maravilhosa.
    Abraços

  6. Clarice, que bom que o post chegou até você! Fico muito feliz!

  7. Nossa, adorei o blog! Sou um apaixonado por São Paulo, vivo fotografando os edifícios que eu gosto e me ajudou bastante a descobrir alguns arquitetos. Eu moro em um prédio de arquitetura insignificante como você mencionou, no lugar onde ficava a fábrica da Brahma no bairro do Paraíso, hoje a rua não se chama Tupinambás mas Doutor Eduardo Amaro, segundo me disseram em homenagem à um médico do Hospital Santa Joana, quando construíram aqui a fábrica já estava demolida havia anos e funcionava um estacionamento em só uma parte, sinto demais quando um patrimônio é descartado e confesso que relutei em comprar aqui, mas as facilidades da época e estar próximo de onde eu morava e do metrô me fizeram sucumbir ao empreendimento. Parabéns pelo excelente trabalho de documentação. Um abraço.

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