Claro Jansson

Não sei quase nada sobre Klass Gustav Jansson (ou Claro Jansson, nome que adotou no Brasil). Mas pesquisando na internet, fiquei sabendo que ele nasceu em 1877 em Hedemora, na Suécia, e veio para o Brasil ainda jovem. Morreu em Curitiba, em 1954, deixando um importante acervo de fotos sobretudo da região Sul do país.

Entre a década de 1910 e o comecinho da de 20, ele parece ter estado algumas vezes em São Paulo. E a cidade que viu foi esta, agitada e cheia de gente na rua. Dos muitos detalhes, meus preferidos são as mudas de palmeira da praça Ramos e o calçamento sendo consertado no viaduto do Chá.

Quem descobriu as fotos foi o Paulo José da Costa, um livreiro de Curitiba que as publicou no seu blog. E eu gostei tanto delas que resolvi copiá-las aqui.

13 comentários
  1. Edson disse:

    Gostei das árvores no canteiro central da avenida São João.

  2. Sheila disse:

    As fotos são maravilhosas!!!

  3. Tenho um livro sobre ele, lançado há uns 10-12 no MIS; Há várias fotos dele.

  4. Beatriz Rivadávia disse:

    Martin, incrivel ontem eu ter desligado dos meus problemas pelo seu filme xarope….por SP e Rio. E hoje com essas fotos absolutamente fantásticas. Tenho mil perguntas que poderiam ser respondidas pelo google, mas não tem graça. Fiz mil comentários, perguntas, agora estou sem graça de fazê-las nos comentários. Subitamente me dei conta da quantidade de edificações fantásticas como a Estação Júlio Prestes, o Seminário, o Teatro Municipal, o ed. dos Correios, Museu do Ipiranga, quanta imponência! Do ponto de vista histórico, quando foram construidos? Todos na mesma época pelo mesmo governo? Isso já seria na República? Houve um projeto para expandir a cidade com construções desse porte, ou foram sendo erguidas, coincidentemente, espalhadas pela cidade por governos diferentes. E as obras ficavam prontas rapidamente, pelo que podemos ver. Interessantíssimo comparar essa expansão de grandes edificações com o século XX. Ou XXI. Outra dúvida é o Teatro São José. Não o localizo. Esse é um que pegou fogo? qdo foi isso? E ele está localizado onde seria o que? Mappin? Light? Tenho milhares de perguntas para fazer. Não vou explorá-lo mais, mas foi interessantíssimo ver todas essas fotos. Fico imaginando jogá-las num telão, ou ao menos na TV. Estou há 6 meses (!!!) esperando a pessoa que vem fazer (será que vem??) a ligação para internet na TV. Toda a semana ele marca e não aparece. Essas fotos me fizeram tomar a decisão de sair a cata de outra pessoa amanhã mesmo, para poder ver jóias como essas projetadas em tamanho bem maior do que o notebook que estou vendo. Parabéns, Martin! Bj, Bia A foto do meu avô é de 12 mesmo.

  5. Quantas perguntas, Beatriz! Não sei responder todas, mas prometo pesquisar. Respondo uma delas: o Teatro São José é o prédio que aparece em uma das fotos com anúncio de xarope Bromil no telhado. Ficava onde hoje é o Shopping Light, na esquina da Xavier de Toledo com o viaduto do Chá.Mas ele nunca pegou fogo! Foi demolido em 1924 para a constução do prédio da Light, atual shopping. Existe uma história de que ele pegou fogo, que circula em vários sites sobre São Paulo Antiga, mas não é verdade. É um desses erros que se alastram pela internet porque todo mundo copia todo mundo e ninguém checa nada. 😉

  6. Oi, Beatriz.

    1) A Júlio Prestes é posterior, de 15 de outubro de 1938 — fará, pois, 76 anos depois de amanhã. Sua construção, entretanto, demorou cerca de doze anos. Os demais prédios, não me lembro a data de cabeça (a não ser pelo Theatro Municipal, de 1911, portanto já na República).
    2) O Teatro São José ficava onde hoje está o Shopping Light.

  7. Paulo - Jundiaí (SP) disse:

    Parece que em algumas fotos os carros estão na “mão inglesa”. Lembro de ter lido em algum blog que era assim no Brasil no começo do século XX, mas não localizei mais a informação. Será isso?
    E eu também pensava que o Teatro São José tinha incendiado…

  8. A confusão sobre o incêndio do teatro tem seu motivo. É que São Paulo teve dois teatros chamados São José. Um deles ficava onde hoje é a praça João Mendes e realmente se incendiou no final do século 19. O outro é este, que nunca pegou fogo. Como o nome é o mesmo, as pessoas misturam as histórias.

  9. gostei da “TYPOGRAPHIA BRAZIL”” com Z e da ventania no Ipiranga,só não consegui achar o chapéu da ultima senhora

  10. Cupertino disse:

    Sem dúvida, outro material que suscita dúvidas e admirações pelo fato de ser muito interessante. Não me cansarei de parabenizá-lo pelo seu tão edificante, por que amoroso, trabalho.

  11. Jandira Jansson disse:

    Quem tiver interesse nas fotos do acervo de Claro Jansson e no Livro Claro Jansson – O Fotõgrafo Viajante, entre em contato comigo, sou neta e herdeira do acervo. Jandira Jansson(janjansson@hotmail.com)

  12. Milton Fernandes disse:

    Sensacional, Incrível, espetacular! Possuo mais de 1200 fotos, muitas digitalizadas e algumas em papel, mas sempre me surpreendo com alguma coisa nova. Essas me deram um prazer enorme. Obrigado, muito obrigado.

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